Não, o título não foi pra sacanear. O post vai ser rapidinho mesmo, estou cansadaço, com fome e quero acordar cedo amanhã pra pegar uma coletiva.
Venho só dizer que por aqui está tudo muito bem e muito tranquilo. Assisti a mesas legais e uma sensacional hoje (a do Lawrence Wright e Robert Fisk), e vi o J.M. Coetzee ler um trecho do seu ainda inédito “Diário de um ano ruim”. O homem não quis responder perguntas nem falar de sua obra ou vida, mas ao menos atendeu às dezenas de pessoas que queriam um autógrafo seu e que formaram a maior fila para autógrafos de toda a Festa.
O livro promete ser bom, mas nada superior às suas obras mais comentadas, “Desonra” e “O mestre de Petersburgo”.
Vai aí um trechinho do trecho que o Coetzee leu, bem direto para os aspirantes a escritor, esta espécie maldita que se plorifera feito praga e da qual faço parte:
(…) o padrão ao qual todo romancista sério deve aspirar, mesmo sem a menor chance de chegar lá: o padrão do mestre Tolstói de um lado e do mestre Dostoiévski do outro. Com o exemplo deles somos artistas melhores; e com melhor não quero dizer mais hábeis, mas eticamente melhores. Eles aniquilam nossas pretensões impuras; eles esclarecem nossa visão; eles fortalecem nosso braço.
Escreverei mais e melhor assim que tiver tempo e cabeça para isso. Até!