Na praia

É engraçado como certas coisas acontecem. Na sexta-feira escrevi o post abaixo. Naquele dia, eu começara a ler “Na praia“, novela (se você quiser preferir chamar de romance, paciência), do escritor inglês Ian McEwan.

No dia seguinte, me deparo com o seguinte trecho, na página 09 do livro:

Tinham muitos planos, planos inconseqüentes, amontoados diante deles num futuro enevoado, tão luxuriantes e emaranhados quanto a flora da costa de Dorset no verão, e igualmente belos. Onde e como iriam viver, quem seriam seus amigos mais próximos, o emprego dele na firma do pai dela, a carreira musical que ela teria pela frente, o que fazer com o dinheiro que o pai dela lhes dera, e como não seriam iguais às outras pessoas, pelo menos interiormente.

E é bem essa a preocupação nossa aqui.

***

Sobre a história em si, posso dizer, por enquanto, que o livro é perfeito para qualquer jovenzinho de hoje. A gurizada de 15, 16, 17 anos adoraria “Na praia”. Tudo bem que o livro se passa nos anos 60 e fala de um casal de 22 anos, que recentemente se casaram e foram passar a lua-de-mel numa praia, detalhes que talvez afugentassem os guris e as garotinhas. Mas o legal mesmo é que ambos são virgens, e a noiva, Florence, bem tímida. Do outro lado, Edward, o noivo, está jorrando hormônios de tudo quanto é jeito. Florence é bem puritana, e chega a quase sentir nojo só de pensar no ato sexual. É um tal de escorrega mão pra cá, uma empolgação do Edward pra lá, que deixa o livro bem engraçado e divertido.

É só o início, eu sei, mas já está valendo boas risadas.

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4 Comments

  1. Posted August 13, 2007 at 04:06 | Permalink

    Poxa, que lindo esse trecho. Conheço outro casal passando pela mesma situação. hehehe
    Mas você precisa ler as coisas mais antigas dele.
    Beijos!

  2. Posted August 13, 2007 at 06:18 | Permalink

    esse trecho é legal. mas eu não sei o que tenho que não gosto muito dos autores moderninhos ingleses. eu comecei a ler o “Amsterdam”, do Ian McEwan, mas não fui muito longe.

    prefiro os moderninhos dos eua 😉 e philip roth é o melhor de todos.

  3. Posted August 15, 2007 at 16:01 | Permalink

    Eu quase te bato com esse post.

    O livro é sensivel, nenhuma gurizada vai gostar de ler. Me lembrou Kundera ao tratar a personalidade fragmentada e amedrontada de Florence.

    Se você está lendo o livro dessa forma, volte-o desde o começo…

    Até agora estou achando-o maravilhoso, mas me desculpe, não achei nada engraçado. E sim uma maestria narrativa ao falar de sexo sem soar piegas…

  4. Rafael Rodrigues
    Posted August 15, 2007 at 18:57 | Permalink

    Vai te catar, ô. O livro é engraçado, sim. Melhor dizendo: tem partes engraçadas. E se você não viu isso, releia você, que deve estar com um péssimo senso de humor, maledito! uhahuauhauha

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