Manual prático de bons modos em livrarias

Acabo de conhecer, via @juju_gomes, o blog que dá titulo a este post. O autor ou autora, ou os autores/as, descrevem de forma muito bem-humorada situações – algumas delas surreais – que ocorrem diariamente em livrarias.

Vocês podem até não acreditar, mas tudo o que eles relatam acontece, mesmo. Na verdade, acontecem coisas realmente impressionantes, como alguém perguntar por um livro novo de Euclides da Cunha ou Clarice Lispector.

Às vezes acontece, também, de o vendedor ser traído por sua mente, como quando, na época em que era exibida a novela “Laços de família”, de Manoel Carlos, uma cliente procurou um livro de título igual ao do folhetim, mas de Clarice Lispector, e o vendedor – eu – disse: “ah, do Manoel Carlos?”. Lógico que, no segundo seguinte, percebi a bobagem.

Outro diálogo engraçado foi o seguinte:

Cliente: “Vocês têm vaso de porcelana?”
Eu: “Não, não, mas pode ser que a senhora encontre no (nome do supermercado) ou na (nome de loja de decoração)”

Até aí nada de mais. O “problema” é que “Vaso de porcelana” é o título de um livro…!

Peço uma atenção especial para este post: “pra começo de conversa“, em que o autor ou autora faz duas afirmações fundamentais sobre livrarias e as comenta:

1) Livraria não é biblioteca;
2) Livreiro não é bibliotecário.

Eu adicionaria mais uma: livreiros não leem todos os livros que a loja recebe. Volta e meia alguém me pergunta isso.

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6 Comments

  1. Posted May 30, 2011 at 17:19 | Permalink

    1) Livraria não é biblioteca;

    Tá bom… + eu não resisto! hhahahahahaha

  2. Posted June 21, 2011 at 19:43 | Permalink

    Oi!!! AMEI ESSE post!!! E é tudo verdade mesmo o que acontece!!!

  3. carlos
    Posted July 14, 2011 at 21:23 | Permalink

    pela data e forma de apresentação…………………..onde é que eu já vi isto????????????????????? (livreira anarquista)…o blog tem um cheirinho a PLÁGIO

    • Rafael Rodrigues
      Posted July 14, 2011 at 23:23 | Permalink

      Carlos, acho que “plágio” é uma palavra muito pesada para isso, e também acho que não se aplica. Eu, por exemplo, antes de conhecer esse blog já havia pensado em fazer um semelhante. Até registrei um endereço, mas não levei a ideia adiante. E nem esse “Livreira anarquista” eu conhecia. Na verdade, não conhecia nenhum blog sobre isso. Não é, portanto, uma ideia original/genial. Quem trabalha em livraria, ou em qualquer outro lugar, e gosta de livros, já deve ter pensado em contar as histórias que protagoniza ou presencia.

  4. carlos
    Posted July 15, 2011 at 21:56 | Permalink

    Rafael,acho que não entendeu o que eu disse….”data e forma de apresentação”.
    Pintei um quadro que tenho na sala e obtive de um amigo o seguinte comentário:
    PARECE UM PICASSO,está muito bonito.Agradeci e disse:Não amigo é uma obra
    minha com cheirinho a PLÁGIO.

    • Rafael Rodrigues
      Posted July 18, 2011 at 00:33 | Permalink

      Carlos, honestamente, continuo sem entender.

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