Livros, livros e amor

Ê dia bom! Recebi um monte de livros hoje, uns que tinha comprado chegaram e ainda comprei um outro no hipermercado por um precinho muito camarada. Vamos a eles, já que não tenho nada mais pra postar:

Os que eu tinha comprado:
A maleta do meu pai” – Orhan Pamuk
Amor e lixo” – Ivan Klíma
O Evangelho segundo o Filho” – Norman Mailer

Um breve comentário sobre eles: Sobre o do Pamuk eu já falei há alguns posts. “Amor e lixo” tem uma sinopse interessante: um escritor, após ter seu livro recusado por várias editoras, vai trabalhar como gari.

O do Mailer, que faleceu recentemente, me interessou por causa do título e também tem uma sinopse interessante, já implícita (aliás, explícita, não?) no título: é a história de Jesus contada por Ele mesmo. É um livro também, no mínimo, interessante. Estes dois últimos são da coleção de pockets da Record, o selo BestBolso.

Os que recebi:
O mundo do sexo” – Henry Miller
Contramão” – Henrique Scheider
As horas podres” – Jerônimo Teixeira
Júlio Verne: a ciência e o homem contemporâneo” (Diálogos com Jean-Paul Dekiss) – Michel Serres
O atentado” – Harry Mulisch

Um breve comentário sobre eles: Não li ainda nenhum livro de Henry Miller, apesar de ter mais outros dois livros do autor. Mas sei que o sexo é um tema presente em sua obra, e que em “O mundo do sexo” Miller resolveu falar sobre o tema fora de um livro de ficção. Mas isso não significa que ele tenha deixado de lado seu estilo, digamos, despreocupado:

“Por mais que eu me apegasse a uma ‘buceta’, eu sempre ficava mais interessado na pessoa que a possuía. Uma buceta não vive uma existência separada. Nada vive. Tudo está interrelacionado. Talvez uma buceta, por mais cheirosa, seja um dos símbolos primais para a conexão entre todas as coisas. Entrar na vida por meio da vagina é um caminho tão bom como qualquer outro. Se você entrar bem fundo e permanecer o tempo suficiente, vai encontrar o que procura. Mas você precisa entrar com coração e alma – e deixar seus pertences do lado de fora. (Por pertences eu me refiro a medos, preconceitos, superstições.)”

Legal, não?

Navegando na rede, me deparei com um link para “Contramão” e li sua sinopse: um jovem executivo atropela dois garotos e foge. E segue adiante, sem rumo, sem destino. Veremos em breve se é mesmo bom. Parece ser.

Jerônimo Teixeira deve ser o crítico literário mais odiado dos últimos tempos. Ao contrário do que deseja a maioria dos escritores criticados por ele, sua ficção parece ser boa. “As horas podres” foi originalmente publicado em 1997. A deste ano é uma edição revista pelo autor. Um crítico de respeito que leu o livro, uma novela, me disse o seguinte: “Cara, é muito bom.” E esse crítico, quando diz, “cara, é muito bom”, ele quer dizer “cara, o livro é foda”. Estou animado com o “As horas podres”, mas não devo ler por agora.

Pelo que folheei de “Júlio Verne: a ciência e o homem contemporâneo”, Júlio Verne é só o catalizador de uma conversa sobre literatura, os escritores, a crítica literária e, é claro, as obras de Verne.

“Existe um critério em crítica? A crítica deveria ser uma boa disciplina no que se refere aos critérios, já que seu título até repete a palavra. Eu me dera o critério do esgotamento: numa dada obra, a boa teoria permitira então deduzir todos os desenvolvimentos, todas as metáforas, todas as vírgulas, enfim, o texto global e seus detalhes. Eis o critério do esgotamento. A questão sobre a física implica uma outra, sobre as condições necessárias, enquanto o esgotamento implica a condição suficiente. Ora, tem-se a tendência de confundir necessário com suficiente.”

Por fim, “O atentado”, de Harry Mulisch. Sobre ele, não tenho nada a dizer, mas pelo visto parece também ser bom. E envolve um tema sobre o qual quero aprender muito: as Grandes Guerras. No romance, mais especificamente, a Segunda Grande Guerra.

O que comprei no hiper:
Leviatã” – Paul Auster

Um breve comentário sobre ele: Bom, é Paul Auster, e estava por R$ 9,90. Não tenho mais o que dizer hehehe

***

Há três anos, dia 27/11/2004, todo sem jeito e muito tímido, perguntei a Cássia se eu podia lhe dar um beijo.

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One Comment

  1. Posted November 28, 2007 at 13:39 | Permalink

    aê, esse do Ivan Klíma é bom. parece que os tchecos estão condenados a fazer literatura de qualidade.

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