Foi-se o tempo

Foi-se o tempo em que eu acessava quase que diariamente os sites das grandes editoras, em busca de lançamentos de livros.

A página da editora que eu mais curtia visitar era a da Rocco, sempre com algum lançamento no mínimo interessante (pra mim, claro).

Entrei agorinha lá e vi que dois livros que eu aguardava saírem já saíram.

Um é o “DJ pessoal – Uma áudio ajuda“, do estimado e querido Dodô Azevedo, autor também de “Pessoas do Século Passado”, também publicado pela Rocco.

O outro é o romance “Indecisão“, do americano (?) Benjamin Kunkel, que o Daniel Galera indicou uma vez no blog dele, bem antes de saber que ele seria o tradutor do livro.

Espero tê-los em breve.

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Foi-se o tempo também em que eu podia tocar minha guitarra. A pobrezinha está lá no meu quarto, encostada atrás da porta, fechada dentro da caixa, clamando por minhas mãos.

Os vizinhos agradecem o silêncio. Mas eu, não.

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Enviei sábado meus votos para o Portugal Telecom. Torço muito pelos cinco livros que indiquei, em especial por dois deles, mas todos os cinco merecem o prêmio. Espero que eles estejam entre os 50 finalistas livro mais citados, que é de onde vão sair os 10 finalistas. Se o meu preferido ganhar, maravilha.

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Eu não sei por que diabos continuo comprando livros. Não vou ler nada tão cedo mesmo… Ontem comprei outro, e por motivos que nem mesmo eu saberia explicar ao certo.

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E Romário fez o milésimo. O Diego queria ver um post meu sobre o gol, mas não tenho muito o que dizer. Eu queria ter falado sobre os goleiros idiotas que ficaram parecendo menininhas dizendo “ai, não quero levar o milésimo, ui ui ui”. Pô, levar o milésimo gol do Romário é uma honra. Eu, se goleiro, e se pudesse ter a chance de levar o milésimo, dava uma voadora no primeiro que entrasse na grande área, só pra dar a chance ao baixinho. Não tão voadora assim, pra não ser expulso. Antes de ele bater o pênalti, eu beijaria a bola. EU. E quando ele batesse, eu ficaria parado, só olhando pra redondinha. Tudo bem que ninguém fala direito do goleiro que levou o milésimo gol do Pelé, mas não importa. Eu aposto que ele contou pros netinhos “sabiam que o maior jogador do mundo, o rei do futebol, fez seu milésimo gol em mim, de pênalti? pois é, meus netinhos. vamos ver o VT pela milésima vez?”

Romário, o príncipe do futebol. Tá, eu sei de Garrincha, mas até ele respeita o Romário. Coisa que alguns goleiros bobalhões não fizeram. 

Ah, e eu chorei. Vi o milésimo gol três vezes e chorei, junto com o Romário.

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One Comment

  1. Posted May 22, 2007 at 19:32 | Permalink

    Rafa, o que te faz, ultimamente, escolher os livros que vais comprar? Indicações de amigos/conhecidos/pessoas que respeitas? Capa? Impulso? Resenhas/críticas? Várias destas?

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