Direto do Moleskine 11-11-2009

* “Direto do Moleskine” é a nova categoria de posts no blog. Ela abrigará textos escritos no caderno Moleskine que comprei recentemente, em Ouro Preto, e que serão transcritos aqui no blog – com as devidas correções e melhorias, claro.

Sempre preferi escrever à mão. Chegava mesmo a, tempos atrás, escrever a primeira versão do texto no caderno, passar a limpo também no caderno e, só então, digitar o texto no computador. Isso nem sempre significava ganho de qualidade, até porque hoje consigo produzir textos razoáveis direto no PC (e de uma vez só). Mas certamente aquilo servia para filtrar erros e deixar o escrito mais correto.

Acontece que hoje tenho escrito mais no PC do que à mão. Não há nenhuma razão especial para isso. Apenas é mais cômodo e, na maioria das vezes, não posso me dar o luxo de “perder tempo” escrevendo no caderno e só depois digitar. A correria do dia a dia praticamente me obriga a já produzir num programa de texto ou no rascunho do Gmail.

Mas eis que, de uns meses para cá, começo a ouvir algumas pessoas falarem sobre um caderninho especial, cheio de fama e história, que muitos escritores, jornalistas e artistas usaram/usam. É o Moleskine, no qual estou escrevendo este pequeno texto. Dizem que seu papel é melhor do que o papel “normal”, dos outros cadernos, falam que há uma espécie de mística que envolve a marca etc. Eu, sinceramente, não acredito nisso. Para mim, papel é papel, e eu gostaria mesmo é de fazer como o Gay Talese, que carrega, nos bolsos internos do paletó, pedaços de papelão recortados, oriundos daquelas proteções que vêm em camisas sociais.

Como não sou Gay Talese e imitá-lo custaria muito caro, resolvi resgatar o hábito de escrever à mão fazendo isso num Moleskine. Mais para matar a minha curiosidade a respeito dele do que por qualquer outra coisa. Creio que eu vá escrever um pouco mais aqui, até para justificar o alto preço que paguei por ele (55 pratas, divididas em duas vezes no cartão de crédito, é mole?).

Até agora não consegui perceber vantagem ou diferença alguma no que se refere ao papel. Mas é só a primeira folha, veremos o que acontecerá na próxima. Só não sei quando ela será utilizada.

Uma coisa posso garantir: o Moleskine não faz ninguém deixar de errar. O que já tem de rasura até aqui comprova isso.

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4 Comments

  1. Posted November 12, 2009 at 08:46 | Permalink

    Com um Moleskine nesse preço é melhor anotar à lapis e depois apagar…

  2. Rafael Rodrigues
    Posted November 12, 2009 at 09:50 | Permalink

    ehehe boa!

  3. Amábile
    Posted November 15, 2009 at 16:34 | Permalink

    Olá Rafael. Cara, tenho um moleskine que comprei em época de vacas gordas (o preço é salgado até hoje) e nunca usei, acho que porque estou esperando por um momento especial para usá-lo. Quando quero escrever a mão utilizo um caderno que comprei no Feiraguay que imita um pouco o moleskine. Agora sabe quando é a melhor sensação de escrever, quando me acho uma “escritora” mesmo? É datiligrafando. Juro! Parece antiquado, mas é verdade. Não sei se é porque a maioria dos autores que admiro começaram com uma máquinha de datilografia, talvez seja por essa influência.

  4. Rafael Rodrigues
    Posted November 15, 2009 at 23:39 | Permalink

    Amábile, cê nem sabe: há anos que tenho a vontade de comprar uma máquina de escrever. Farei isso depois de casar, quando tiver minha própria casa e tal, meu cantinho para escrever e fazer barulho em paz! hehehe

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