Da distância

* Texto escrito há bem uns 6 anos e publicado em algum dos blogs outros que tive. Republicado aqui atendendo ao pedido de uma antiga leitora.

Distância. Qual a definição de distância? Calma, isso não é um apontamento de Física (matéria pela qual tenho um enorme sentimento de frustração e ódio – só para ser um pouco dramático). Segundo o “Aurélio”, distância é: “1. Espaço entre duas coisas ou pessoas… 4. Separação.” Pois bem. Consultado o pai dos burros, eis aqui o problema: seria a distância razão para o término de uma relação entre duas pessoas?

Não espere que eu responda a essa pergunta. O máximo que posso fazer é expressar minha opinião – sincera – a respeito.

Não. A meu ver distância não é motivo para o fim de um relacionamento. Uma traição é um motivo. Uma outra pessoa (sem traição, no caso) é um motivo. Uma decepção também é um motivo. Mas distância, essa eu não consigo encaixar numa “lista de razões para fins de relacionamentos”. Sé é uma distância de 50 ou 500 quilômetros, isso não importa. Eu sempre acreditei numa coisa mais forte, que acaba por transformar uma distância de 5 mil km, numa de 5 centésimos de segundo, que é o tempo que o cérebro leva para lembrar de uma cena, de uma imagem (quer dizer, não sei o tempo que o cérebro leva para realizar tal ação, apenas ilustrei a coisa com um espaço desprezível de tempo). Não preciso de carro, não preciso de avião. Guardo em minha mente fatos, imagens, pessoas. Quando quero revê-las, coloco esta coisa que se localiza acima de meu pescoço para funcionar e… zás! Não acaba com a saudade, mas ao menos é um consolo.

Visitando novamente o “Aurélio”, busco a definição de consolo: “consolação”. Me dirijo para “consolação” e acabo por terminar com “consolar”: “…2. Dar sensação agradável a. p.3.conformar-se.” Ainda não fechei o “Aurélio”, estou agora na letra “A”. “A” de “amor”: “1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem… 5. Afeição, amizade, simpatia…” Se isso é amor, eu a amava. Talvez ainda a ame, visto que quero o bem dela. Mas ela já passou – agora estou sozinho. Em busca de um consolo.

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One Comment

  1. Cássia
    Posted August 4, 2009 at 23:15 | Permalink

    Achei você no meu jardim entristecido
    Coração partido
    Bichinho arredio
    Peguei você pra mim
    Como a um bandido
    Cheio de vícios
    E fiz assim, fiz assim:

    Reguei com tanta paciência
    Podei as dores, as mágoas, doenças
    Que nem as folhas secas vão embora
    Eu trabalhei

    Fiz tudo, todo o meu destino
    Eu dividi, ensinei de pouquinho
    Gostar de si, ter esperança e persistência sempre

    A minha herança pra você é uma flor
    Um sino,uma canção,um sonho
    Nenhuma arma ou pedra eu deixarei

    A minha herança pra você é o amor
    Capaz de fazê-lo tranqüilo, pleno
    Reconhecendo no mundo o que há em si

    E hoje nos lembramos sem nenhuma tristeza
    Dos foras que a vida nos deu
    Ela com certeza
    Estava juntando você e eu

    Minha Herança: Uma Flor – Vanessa da Mata

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